Campanha para cadastramento de doadores de medula óssea
No último dia 28 de junho, a RMA Comunicação e Negócios, por meio do Comitê de Responsabilidade Social, e a AMEO – Associação da Medula Óssea –, desenvolveram em parceria o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea. Na data, a empresa e a entidade realizaram a coleta de sangue para o cadastro, que contou com a participação de 134 pessoas.
De acordo com o Comitê da RMA, idealizador da iniciativa, a meta inicial era atrair 100 doadores, número mínimo para que a entidade realizasse a coleta no Edifício RA, no bairro de Pinheiros. Durante a campanha, a equipe registrou 150 pré-cadastros, por meio de fichas impressas e online, e tiveram o comparecimento espontâneo de cerca de 20 pessoas na data da ação.
Para Cecília Pfeifer de Carvalho, que descobriu que precisaria do transplante de medula há quatro meses e aguarda a confirmação de compatibilidade de um doador do banco, a iniciativa é valorosa. “Eu percebo que as pessoas têm vontade de ajudar, mas muitas vezes não sabem como fazer isso. Campanhas como essa, que vão até aqueles que querem doar e esclarecem como são realizados os procedimentos, são muito importantes”, afirma a jovem.
Segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer, o Brasil possui hoje cerca de 2 milhões de doadores voluntários de medula óssea cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e mil pacientes no banco de espera.
A coordenadora de campanhas da AMEO, Vanessa Borges de Santana, acredita que muitos têm medo de se tornar um doador por falta de conhecimento. “É comum as pessoas confundirem a medula óssea com a medula espinhal e acreditarem que podem ter algum prejuízo”, diz.
A campanha, juntamente com o trabalho desenvolvido pela AMEO, busca instruir e motivar mais pessoas a se cadastrarem no banco de doadores. De acordo com a entidade, mais de 60% dos pacientes não possuem doadores na família e quando isso acontece, a solução é fazer uma busca entre os grupos étnicos representados na população. Como, no Brasil, o grau de miscigenação da população é grande, as chances de encontrar uma medula compatível no registro brasileiro é de 1 para 100 mil.
Para quem tem interesse em se cadastrar, basta ter entre 18 e 54 anos e estar com a saúde em dia. Em São Paulo, os interessados devem comparecer no hemocentro da Santa Casa (Rua Marquês de Itu, 579), de 2ª a 6ª, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 15h. É necessário levar RG e CPF. Para empresas de São e Paulo e grande São Paulo que desejam organizar campanhas de cadastramento, é necessário entrar em contato com a AMEO. A entidade irá até o local e fará uma palestra para os funcionários. Caso haja um número mínimo de 100 interessados, em um segundo momento, a entidade realizará a coleta de sangue.
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