Tráfego intenso impulsiona mundo IP

Fonte: Valor Econômico

aes telecom valor 240609  Tráfego intenso impulsiona mundo IPOferecer tecnologias mais inteligentes, que possibilitem uma redução do custo operacional das operadoras brasileiras de telefonia, fixa e móveis, e que também satisfaçam as exigências dos consumidores por mais velocidade de acesso, é hoje uma estratégia comum aos principais fabricantes de sistemas e equipamentos de telecomunicações do país. “Trata-se de um mercado muito promissor, principalmente diante das pressões que as operadoras sofrem por diminuir seus custos, obter maior retorno dos investimentos em infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes”, avalia Herberto Yamamuro, presidente da NEC Brasil.

Segundo ele, a empresa aposta numa oferta de arquitetura convergente de sistemas de voz, transmissão e comutação, que suporte tanto a telefonia tradicional quanto a migração para o novo mundo da tecnologia IP (Internet Protocol). “A NEC já tem soluções inovadoras para as redes de terceira geração baseados na tecnologia W-CDMA, que começam a ser implantadas no Brasil, e se prepara para trazer soluções para redes 4G, baseadas no novo padrão LTE (Long Term Evolution), atualmente em desenvolvimento no Japão, Estados Unidos e Europa, capazes de transmitir informações a velocidades acima de 150 Mbps”, conta. No Brasil, a implantação do conceito LTE nas redes de telefonia depende ainda de liberação de freqüência pela Anatel.

De qualquer forma, o aumento do tráfego, tanto nas conexoes como nas redes móveis, de acordo com Luciana Paillo, vicepresidente da subsidiária brasileira da Ericsson, é o grande impulsionador do movimento de migração dos sistemas de telefônica para o mundo IP. “As centrais analógicas das redes tradicionais tiveram que ser modernizadas, adaptadas e otimizadas para atender as novas exigências dos usuários. Essas centrais se transformaram em redes digitais, e esse movimento contou com forte participação da Ericsson, desde o fornecimento de equipamentos para estações radio-base, passando pela infra-estrutura de acesso até backbone da rede”, diz ela.

Para atender à corrida das operadoras com vistas a cumprir as metas de universalização da Anatel, inclusive o cronograma de licenciamento das redes de terceira geração, a Ericsson está ampliando sua produção de módulos eletrônicos para estações radio-base 2G/3G, equipamentos de transmissão e para o core (núcleo) da rede, da fábrica da companhia em São José dos Campos, em São Paulo. “O objetivo é suportar o crescimento do mercado, tornar-se cada vez mais competitiva e preparar a empresa para o futuro”, diz Luciana. A Ericsson, indica a executiva, acredita que as redes GSM e 3G continuarão em expansão e que os serviços gerenciados, para otimização de custos, ganharão espaço entre as operadoras.

No caso das redes móveis, a Alcatel-Lucent também está decidida a se engajar no desenvolvimento do novo padrão de rede LTE, reaproveitando os vultosos investimentos realizados ao longo das duas últimas décadas em redes 2G/3G GSM/UMTGS e CDMA/EVDO, que possibilitam infinitas conexões wireless (TV de alta definição, sistemas de monitoramento remoto, jogos eletrônicos on line com diversos jogadores, até monitoramento de frotas). Como no Brasil isso a não será uma solução imediata, por falta de regulamentação, a empresa investe no desenvolvimento de estações radio-base miniaturizadas para desafogar o tráfego do sistema de telecomunicações em áreas bastante complicadas, como aeroportos e prédios comerciais nas cidades, informa

A empresa expandiu seu portfólio para redes sem-fio para que as operadoras de telefonia móvel ofereçam serviços 3G CDMA e criem possibilidades futuras para implantar o conceito LTE (LongTerm Evolution) na mesma infraestrutura de rede. Segundo a empresa, seus produtos Converged RAN (Rede de Acesso por Rádio) suportam a oferta de uma ampla variedade de novos serviços móveis em banda larga, com baixo consumo de energia e emissão de carbono, reduzindo consequentemente os seus custos operacionais.

Quanto às redes fixas, segundo Reinaldo Gonçalves, gerente de produtos, a Alcatel-Lucent é hoje um grande fornecedor de sistemas para modernização das antigas redes TDMA. A empresa investe também na implementação de fibra óptica para levar internet não só para empresas, mas também para consumidores domésticos. A empresa concentra seus esforços na tecnologia GPON (Gigabit Passive Optical Network), considerada solução para os congestionamentos de “última milha” em ligações de banda larga. Em fevereiro, a Alcatel-Lucent iniciou uma experiência com essa tecnologia na Telefônica, visando levar fibra óptica até a casa do assinante, possibilitando acesso em alta velocidade, permitindo receber diversos canais de televisão, internet, telefonia agregada e outros serviços.

A fibra óptica, aliás, é um mercado extremamente próspero para a indústria de telecomunicações no Brasil, confia Teresa Vernaglia, diretora-geral do Grupo AES Brasil, que atua através de duas companhias, a AES Elerropaulo Telecom e AES COM. As duas empresas juntas faturaram quase R$ 170 milhões em 2008. A AES tem como foco a prestação de serviços para as operadoras de telecomunicações, o que a caracteriza como uma “carrier’s carrier”. Seu principal produto é o acesso local (Last Mile) por meio da prestação de serviços de transporte de telecomunicações, que podem variar na velocidade até 2,5 Gbps, nas tecnologias SDH e Metro Ethernet. São mais de 4000 km de fibra óptica, que atendem todas as operadora; móveis e de internet nos dados de São Paulo e Rio de Janeiro. Dentro da preocupação de duzir custos e permitir à operadora incorporar mais benefícíos que afetem a percepção do usuário, a Nortel Brasil tem uma linha de equipamentos para redes óticas já instaladas em diversas operadoras do país. São sistemas que prometem melhor utilização da fibra óptica, possibilitando até dez vezes mais banda sobre a mesma fibra. Por meio economia de energia, obtida equipamentos mais eficiente que consigam substituir elementos da velha geração, reduzindo custos de operação e manutenção da rede, são feitas propostas de substituição de redes ligadas. Isso com retorno de investimento em aproximadamente 12 meses a 18 meses, somente considerando as economias de OPEX dada não só pela redução do número de elementos, também pela eficiência energética e a economia em manutenção e operação, destaca Patrícia V Io, diretora de vendas de serviços da Nortel.