Setor de TI explora novos segmentos
Fonte: Valor Econômico (Link para assinantes)
Pequenas e médias empresas de TI querem diversificar áreas de atuação em 2010. Pelo menos seis companhias procuradas pelo Valor vão investir em novos segmentos, como telecomunicações móveis, soluções financeiras e atividades de consultoria. Os contratos para os setores indústria, Utilities, varejo e finanças serão os mais procurados. A ampliação dos negócios vai demandar contratação de pessoal e investimentos de mais de R$ 10 milhões em capacitação, novas tecnologias e marketing.
A Binário, que atua na área de conectividade e telecomunicações para o governo e provedores de serviços, abriu uma nova unidade para cuidar de negócios com telecomunicações móveis. “Vamos oferecer soluções para as empresas acessarem sistemas de gestão empresarial via smartphones”, adianta o gerente comercial, Estevan Bataglia. “O mercado de aplicações móveis vive uma fase de amadurecimento no Brasil.” Com a nova unidade de negócios, adicionou à carteira de clientes operadoras como Oi, Vivo e Telefônica. A empresa tem 95 funcionários e faturou
R$ 80 milhões em 2009 a previsão para 2010 é de R$ 110 milhões. Criada em 2005, pertence a um grupo de investidores internacionais e sócios locais. No ano passado, desenvolveu projetos para a Telefônica, Serpro e GVT.
Na Essence, especializada em consultoria e outsourcing, o plano é investir em soluções financeiras para a plataforma de gestão empresarial SAP. “Identificamos uma demanda no mercado brasileiro, tanto em grandes como em médias empresas”, diz o CEO, Rodrigo Ricco. “Principalmente em momentos pós-crise, as companhias querem aperfeiçoar controles, visões e resultados financeiros.”
O portfólio da Essence vai cobrir soluções para fluxo de caixa, planejamento, gestão de operações financeiras, de risco de crédito e mercado de capitais. “Pretendemos atender os setores de engenharia, construção, agribusiness, farmacêutico e bens de consumo.” A Essence existe desde 2004 e tem clientes como Bayer e GM. Faturou R$ 27 milhões em 2009-para este ano, a meta é R$ 40 milhões.
“Vamos atuar nos setores de telecomunicações, Utilities e varejo”, afirma Marcelo Astrachan, presidente da integradora Cyberlynxx,
que pretende reunir até 40 profissionais de vendas e serviços para as novas áreas de negócios. Para o executivo, os setores escolhidos devem experimentar crescimentos relevantes por conta do salto na economia. “Também são áreas que não atuávamos de forma relevante.” A empresa, criada há 11 anos por ex-universitários da PUC-SP, faturou R$ 20 milhões em 2009. A expectativa é atingir R$ 30 milhões até dezembro. A exploração dos novos negócios deve representar um aumento de até 10% na receita.
Na Wittel, conhecida por soluções para contact centers, as apostas incluem serviços de gerenciamento de projetos (PMO) e implantação de aplicativos de Custo- mer Relationship Management (CRM) no mercado financeiro, Utilities e na indústria. A empresa faturou R$ 103 milhões em 2009. Para 2010, espera crescer 20%. “As novas áreas de trabalho devem gerar 10% dos negócios deste ano, com potencial de ampliação durante 2011″, afirma o diretor superintendente da Wittel, Carlos Louro.
Na Kaizen, do setor de integração e desenvolvimento de sistemas, os novos negócios serão direcionados para a área de consultoria. “O objetivo é criar modelos de
referência para que os clientes entendam como as áreas de TI devem estar estruturadas”, explica o diretor de consultoria, Marcelo Sales.
A Kaizen, fundada em 2005, obteve um faturamento de R$ 30 milhões em 2009 e pretende fechar 2010 com R$ 45 milhões no caixa. A empresa, quê tem clientes como Visa Vale, Avon e TIM, vai contratar cinco pessoas para o novo departamento. “Não temos metas agressivas de faturamento a ser gerado pela nova área, mas dos projetos que virão das consultorias”, afirma Márcio Yatsuda, CEO da Kaizen. “Estamos executando, por exemplo, uma consultoria em uma universidade, no valor de R$ 270 mil, que deve gerar um portfólio de projetos de até R$ 8 milhões, nos próximos três anos.”
Na Inove Consulting, que já presta serviços de consultoria em TI, o plano é conquistar novos nichos, como o farmacêutico, agribusiness e varejo. Criada no ano passado, a empresa de 32 funcionários espera faturar R$ 7 milhões em 2010. Já conquistou contas como a EMS, C&A e Vicunha Têxtil. “Vamos estruturar uma nova operação no Rio de Janeiro”, revela Fabrício Oliveira, vice-presidente de serviços e tecnologia.
Bataglia, da Binário: “0 mercado de aplicações móveis está amadurecendo”





