Presidentes adiam aposentadoria por falta de sucessores
Uma em cada três empresas identifica de forma eficaz futuros líderes em seus quadros. O descuido na hora de pensar a sucessão do comando com a devida antecedência tem feito presidentes deixarem o cargo mais tarde. Pesquisa da Korn/Ferry International realizada em 70 países, inclusive no Brasil, com quase 2 mil executivos, mostra que 52% deles pretendem adiar os planos de aposentadoria para depois dos 64 anos por não terem substitutos à vista. O índice representa um aumento de 8% no número de gestores que escolhem essa idade, em comparação a um mesmo estudo realizado em 2004. (…)
(…) Na Infosphera, empresa de tecnologia com 23 anos de mercado, o objetivo é que a companhia não fique refém do dono, que ocupa a função de diretor de operações. “Comecei o meu próprio plano de sucessão em 2007 e quero que a empresa dependa cada vez menos de mim”, lembra o CEO Rui Freitas, de 49 anos, que sempre atuou nas áreas comercial, de marketing e de desenvolvimento tecnológico do negócio.
Com 60 funcionários e faturamento previsto de R$ 22 milhões em 2009, a Infosphera já investiu R$ 1,2 milhão na preparação da nova leva de diretores. A primeira fase da estratégia incluiu a contratação de três gerentes. Até o primeiro semestre de 2010, Freitas pretende recrutar um novo diretor de operações que deve ocupar a sua mesa. “Pretendo me afastar assim que possível”, afirma. “Mas não vejo o conselho de administração como um armário fechado e vou continuar na direção estratégica.”









