Empresa de TI cria centro de excelência para a AL

Fonte: Valor Online (link para assinantes)
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Para ajudar a combater a carência de profissionais especializados na área de tecnologia da informação, o grupo Ação Informática está inaugurando este mês, em São Paulo, um Centro de Competências. Com investimento da ordem de US$ 1 milhão, a distribuidora de equipamentos e fornecedora de soluções de TI pretende capacitar cerca de 1, 4 mil pessoas ao mês, entre empregados e fornecedores, do Brasil e outros países da América Latina.

Segundo Enio Issa, presidente do grupo Ação Informática, investimento no projeto foi de US$ 1 milhão

“No Brasil não existe desemprego em TI, porque temos uma grande escassez de gente qualificada em novas tecnologias. É preciso reciclar os profissionais”, diz o presidente da Ação Informática, Enio Issa. Fundado há 21 anos, em São Paulo, o grupo hoje possui operações na Argentina, Uruguai e Colômbia. Nele, trabalham 250 funcionários. Em 2007, seu faturamento foi de US$ 127 milhões.

No novo Centro de Excelência (chamado também de “Solution Experience Center”) serão realizados treinamentos, provas de novas tecnologias e simulações de ambiente. “A idéia é que ele seja usado para capacitar, mas também sirva como vitrine de novos conceitos e experimentos para clientes e parceiros”, explica o presidente. O grupo têm atualmente 1, 6 mil empresas parceiras.

O Centro de Excelência começou a ser idealizado em 2006, quando a empresa passou a vender soluções de TI para os clientes, além de distribuir produtos de informática. “Nessa época, assumimos a responsabilidade de qualificar os parceiros para transferir tecnologia”, conta Issa. Ao longo do tempo, o grupo foi mapeando o expertise de cada parceiro na sua cadeia de distribuição, gerando um gigantesco banco de dados. Isso ajudou a identificar alguns “gaps”, que serão tratados nos cursos do novo centro de treinamento.

O retorno do investimento realizado no Centro de Excelência, segundo Issa, virá da venda de treinamentos básicos de tecnologia e outros mais específicos. Segundo ele, a crise não deve afetar a demanda por profissionais qualificados no setor. “As empresas nacionais médias não vão sofrer tanto como as de maior porte, multinacionais”, diz. “Estamos focando nos negócios com companhias brasileiras e governo”.

Segundo dados da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), faltam 30 mil profissionais no mercado de TI no país. Em dois anos, a perspectiva é que esse número suba para 100 mil. “Quanto mais sofisticada a tecnologia, maior a carência de gente qualificada, queremos contribuir para reverter essa situação”.