Brasileiras deixam a introspecção
Carlos Eduardo Valim
As empresas nacionais de software saem agora de um período de ajustes internos em busca de melhores margens de lucro para voltar a buscar estratégias de crescimento e financiamento. Com a diminuição do forte ritmo de expansão do mercado e dos movimentos de fusões e aquisições causados pela crise econômica, as brasileiras se voltaram a projetos organizacionais, como a absorção das empresas adquiridas, e agora devem retomar os planos de ampliação de negócios, chegada a novos mercados e mesmo de retomar o processo de consolidação do mercado.
A maior empresa de programas voltados para a gestão empresarial, a Totvs, realizou a aquisição de sua principal rival brasileira em julho de 2008, a Datasul, e voltou no mês passado as compras, com a aquisição de 70% do capital da TotalBanco, de software para finanças, por R$ 10,8 milhões “A compra da Datasul ocorreu no momento correto, pouco antes de estourar a crise”, afirma o presidente da Totvs, Laércio Cosentino. Para incorporar uma empresa com cerca de 40% do seu tamanho, a Totvs se voltou ao projeto de integração, eliminando redundâncias e buscando ganhos em operações complementares. O executivo e cofundador da maior empresa de software brasileira credita a esse trabalho, feito durante a crise econômica, a razão principal do lucro líquido ter subido 19,2% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2008, para o recorde de R$ 40,6 milhões (descontados os custos com a aquisição, que somaram R$ 10 milhões este ano, além dos R$ 20 milhões de 2008). A receita líquida cresceu menos, 15,6%, para R$ 252,6 milhões, demonstrando que a empresa aumentou a margem de lucro de seus contratos.









