As barreiras a uma nova safra de IPOs
Fonte: Portal Exame (Link)
Nervosismo no exterior, eleição no Brasil e captação da Petrobras permitirão uma retomada moderada das ofertas de ações
A lista de pedidos para 2010 do presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, inclui apertar dezenas de vezes a campainha de início do pregão, a tradicional cerimônia de estreia de uma companhia na bolsa. Nos últimos dias, ele realizou uma parte de seu desejo com o início das negociações com as ações do Multiplus, o programa de fidelidade da companhia aérea TAM, e da Aliansce, uma das maiores empresas de shoppings do Brasil. A expectativa é de que muitos outros empreendimentos, de diferentes gêneros, façam o mesmo até dezembro.
Até o momento, já foram registrados seis pedidos de IPOs na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dentre os quais o da OSX Brasil, empresa de plataformas de petróleo do bilionário Eike Batista. Segundo apurou o Portal EXAME, há cerca de 20 processos de empresas interessadas em captar recursos junto aos investidores. “O Brasil se mostra para o mundo como um dos mercados mais atraentes para IPOs”, afirma Edemir Pinto. (…)
É consenso entre os executivos que este ano superará o de 2009 não só na quantidade de transações realizadas mas também no volume financeiro. Antes da crise econômica mundial, que eclodiu no segundo semestre de 2008, cerca de 40 empresas estavam com processos de abertura de capital registrados na CVM. Mas, devido às incertezas do cenário global, todas essas operações foram canceladas. “Considerando que somente seis empresas fizeram IPOs no ano passado, há um grande potencial para a listagem de novas companhias durante este ano”, aposta o advogado Nazir Takieddine, do escritório Trench, Rossi e Watanabe.
Especialistas acreditam que as ofertas públicas mais relevantes possam ocorrer nos setores de varejo e consumo. Como há perspectivas de expansão da renda no Brasil e de crescimento da classe C, o segmento passará por intensas consolidações para atender à demanda nos próximos anos. Depois da fusão do Ponto Frio com a Casas Bahia, articulada pelo Grupo Pão de Açúcar no ano passado, as concorrentes deverão captar recursos para financiar o contra-ataque no mercado. “Para tanto, o IPO é uma forma interessante de levantar investimentos”, diz Reinaldo Grasson, sócio da consultoria Deloitte. (…)









