A volta da velha guarda
Fonte: Você SA
A crise abre espaço para profissionais mais experientes. Aprenda com eles
Erica Polo
A troca da geração Y para a Baby Boomers – de pessoas nascidas entre 1946 e 1964 – começa a acontecer em cargos-chaves no momento em que empresas optam pela tranquilidade que a experiência traz. “A geração de excutivos na faixa dos 30 anos não vivenciou o mercado nos anos 80, quando toda semana havia uma pequena crise”, diz Arthis Vasconcelos, sócio da CT Partners, que recruta executivos, de São Paulo. Deles é esperado que lidem bem com situações de corte, de otimização de recursos e de gastos, e que tenhma menos projetos inovadores. “Não é momento de experimentoar”, diz Paulo Amorim, sócio da Korn/Ferry, consultoria de recrutamento de executivos de São Paulo. Se oito vagas para altos executivos que Paulo preencheu nos últimos meses, cinco foram ocupadas por profissionais com mais de 60 anos. “Antes, seriam pessoas entre 40 e 55 anos”, diz Paulo.
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A Arcon, empresa de segurança da informação, contratou quatro profissionais com mais de 50 anos para a assessoria da presidência e para a liderança nas áreas comercial, de processos e de gestão de qualidade. “Quem viveu nos anos 80 enxerga além do noticiário”, diz João Navarro, de 56 anos, recém contratado como executivo sênior de vendas e marketing da empresa.





