Tráfego na web deflagra investimentos
O site de compartilhamento de vídeos YouTube gera sozinho o equivalente a todo o tráfego da internet no ano de 2002, ou cerca de 200 terabytes por dia. E não há dúvidas de que esse número vai continuar crescendo substancialmente.
Para dar conta do recado e acompanhar a demanda, empresas que vendem infra-estrutura de transmissão de dados no Brasil têm investido pesadamente para aumentar a capacidade de tráfego de suas redes de fibra óptica. É o caso de companhias como BT (antiga British Telecom), Copel Telecom , Eletropaulo Telecom, AES Com e Infovias – que têm como clientes grandes empresas ou as próprias operadoras, que alugam sua infra-estrutura. Juntas, essas cinco empresas estão implementando projetos da ordem de R$ 160 milhões neste ano para reforçar ou expandir o alcance de seus negócios.
À medida que os internautas acessam conteúdos mais pesados – músicas e vídeos, principalmente – e as empresas passam a adotar recursos como videoconferências, aumenta a demanda por banda larga. Isso leva os provedores de infra-estrutura a investir para acompanhar o movimento do mercado.
Neste ano, a construção das redes de terceira geração (3G) na telefonia móvel serviu de impulso adicional. Para oferecer banda larga sem fio a seus clientes, as operadoras de celular estão contratando das empresas de infra-estrutura mais capacidade de transmissão de dados.
A necessidade de redes mais amplas e velozes não é exclusividade das operadoras. Grandes companhias também estão utilizando recursos tecnológicos mais sofisticados para fazer a comunicação com filiais, fornecedores e clientes e por isso precisam de mais espaço na rede.
Segundo o IDC, empresa de pesquisas sobre tecnologia, o mercado latino-americano de serviços corporativos de internet deve aumentar de US$ 2,9 bilhões, neste ano, para US$ 4,3 bilhões em 2011.
Nesse caminho, as empresas de infra-estrutura atuam como se fossem concessionárias de rodovias e cobrassem de operadoras e clientes corporativos uma espécie de “pedágio” para deixá-los trafegar ali. O que está acontecendo agora é que esses “transeuntes” estão precisando ocupar mais pistas.
Contexto
A infra-estrutura de telecomunicações é composta de um tronco principal, chamado de backbone, e de ramificações menores e localizadas. Veja a seguir alguns conceitos, baseados em informações da consultoria Teleco:
Backbone – Espinha dorsal, em tradução literal. Designa o núcleo de uma rede de telecomunicações, onde está a maior capacidade de transmissão de dados. Distribui o tráfego para trechos mais capilarizados da rede.
Rede metropolitana – Infra-estrutura de comunicação de dados que cobre uma cidade ou uma região metropolitana. Geralmente, a infra-estrutura é de fibra óptica nesse trecho.
Ponto de presença – Refere-se ao nó da rede de uma operadora de dados que serve para conectar determinado grupo de clientes.
Rede de Acesso – Trecho de uma rede que liga a residência ou o escritório do assinante e a central telefônica. Também é chamada de planta externa. (TM e AB)
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Fonte: Valor Econômico









