O Mestre das Fusões
Fonte: ISTOÉ Dinheiro (Matéria de capa!)
Como o ex-estagiário Laércio Cosentino incorporou 21 empresas, criou um grupo de R$ 1 bilhão e desafiou gigantes como SAP e Oracle
Religiosamente aos sábados, Laércio Cosentino acorda cedo e vai direto ao supermercado. Nas mãos, leva a foto de um prato, tirada em um restaurante na semana anterior. Em seguida, o maior acionista da Totvs volta para casa e tenta reproduzir (para servir aos amigos) a iguaria que desafiou seu paladar. “A cozinha é uma alquimia, assim como o empreendedorismo”, afirma Cosentino.
“Quanto mais você vai degustando, mais perto estará de se tornar um especialista.” Aos 47 anos, pode-se dizer que, na arte das aquisições, ele já chegou lá. Em 26 anos, comprando um negócio atrás do outro, transformou a empresa em que começou como estagiário em uma holding de nove mil funcionários e com um faturamento de R$ 1 bilhão. Ao longo desse período, Cosentino incorporou 21 empresas.
Hoje, a Totvs é líder absoluta do mercado brasileiro de ERP, segmento de softwares que controlam e automatizam todas as atividades de uma empresa. O Brasil é o único País do mundo em que a multinacional SAP não ocupa o primeiro lugar nessa área. O responsável? A Totvs, de Cosentino. Além disso, a empresa é a segunda no ranking da América Latina e oitava na classificação global – ganhou uma posição no último ano. Mas, para ele, ainda é pouco.
“O processo de consolidação da Totvs ainda não terminou. Já temos várias oportunidades mapeadas na América Latina e em países de língua portuguesa”, afirma. Para Alex Pardellas, da corretora Banif, pensar em uma nova aquisição apenas um ano após a compra da Datasul seria impensável para qualquer empresa. Não para a Totvs. “Mesmo após uma fusão, a empresa consegue rapidamente reduzir custos, aumentar escala e capturar os ganhos de sinergia”, acrescenta Pardellas.









